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Com 100 mil lojas fechadas, varejo se preocupa com 2016
Por Luísa Melo/Exame.com | 29/02/2016 - 15:14

Rio - O apelo à criatividade, às promoções e ao corte de custos tem sido o mantra dos comerciantes brasileiros neste início de ano, mas nada deve salvar o varejo de uma nova retração nas vendas em 2016. Desemprego crescente, elevado endividamento das famílias e crédito caro persistem e habitam os piores pesadelos dos empresários, que no ano passado já assistiram ao maior tombo nas vendas desde 2001 e fecharam quase 100 mil lojas. O baque foi tão grande que o comércio acabou perdendo espaço para outras atividades na economia.

Como nada mudou na passagem do ano, o encolhimento deve continuar. Neste mês, a Fundação Getulio Vargas (FGV) mostrou que os comerciantes reclamam cada vez mais da demanda insuficiente e dos custos com mão de obra, o que pode incentivar demissões nos próximos meses. O próprio indicador de emprego previsto caiu 3,3 pontos, para o menor nível da série histórica, iniciada em março de 2010. "Isso é um sinal de que o ritmo de redução de pessoal ocupado no setor deve aumentar nos próximos meses", explica Aloisio Campelo, superintendente adjunto de Ciclos Econômicos da FGV.

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) espera pela demissão de aproximadamente 245 mil trabalhadores formais neste ano - o comércio já fechou quase 181 mil vagas em 2015. Mas o problema não deve se limitar a demissões. Sem clientela suficiente, quase 100 mil lojas deixaram de existir no ano passado. "A tendência de fechamento deve continuar. O comércio continua com o pé na lama", afirma o economista da CNC Fabio Bentes.

Sem uma via de escape, o varejo depende do consumo doméstico. Só que os brasileiros seguem pessimistas diante do aumento do desemprego e da queda na renda e, na tentativa de equilibrar o orçamento doméstico, acabam freando os gastos. Muitos inclusive têm recorrido à poupança para conseguir manter as contas em dia. "Há menos pessoas trabalhando e muitas pessoas ganhando menos. Isso impacta", diz o economista Thiago Biscuola, da RC Consultores.

No ano passado, as vendas no varejo restrito encolheram 4,3%, o pior resultado desde o início da pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2001. No segmento ampliado, que inclui veículos e material de construção, o tombo foi ainda maior, de 8,6%. Como resultado, o Produto Interno Bruto (PIB) do comércio deve ter encolhido 8% no ano passado, o pior resultado desde o início das Contas Nacionais em 1948, estima a CNC.

A forte queda no PIB do comércio em 2015 abortou o processo de crescimento do peso da atividade na economia brasileira, um caminho encarado como natural pelos economistas. No ano passado, 10,5% da renda gerada no País veio do comércio, contra 11,1% em 2014, segundo estimativas do Monitor do PIB, produzido pela FGV.

Perdas

Com a disputa pelo cliente cada vez mais acirrada, os lojistas tentam lançar mão de promoções para atrair os brasileiros. Renegociação de prazos e valores com fornecedores e medidas de redução de custo também estão no script das empresas. Mesmo assim, o crédito travado e a inadimplência em crescimento mínguam os planos de grandes varejistas.

O Grupo Pão de Açúcar teve prejuízo de R$ 314 milhões no ano passado. Os investimentos de R$ 2 bilhões feitos em 2015 devem cair a R$ 1,5 bilhão neste ano, segundo a companhia.

A Via Varejo, braço do Grupo Pão de Açúcar que reúne as marcas Casas Bahia e Ponto Frio, também vai intensificar os cortes de investimentos e deve ser mais seletiva no crédito diante do preocupante aumento da inadimplência observado atualmente. A rede fechou 23 lojas e demitiu mais de 11 mil funcionários durante o ano passado. O lucro líquido da empresa encolheu expressivos 99,7% ante o ano anterior, para R$ 3 milhões.

A Magazine Luiza é outra gigante do comércio brasileiro que espera dificuldades em 2016. O presidente da companhia, Frederico Trajano, afirmou em recente entrevista ao Estado que a gestão tem mirado em cortes de custos para enfrentar a crise.
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Renda média no Brasil em 2015 sobe, mas não cobre inflação
Por UOL Economia - ONLINE | 26/02/2016 - 13:37

A renda média de cada brasileiro foi de R$ 1.113 em 2015, o que representa uma alta de 5,8% em relação ao ano anterior (R$ 1.052). Apesar de ter havido um aumento, ele ficou abaixo da inflação oficial registrada no ano passado, de 10,67%.

Esses são números médios e podem variar caso a caso. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (26) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A pesquisa do chamado rendimento domiciliar per capita soma a renda de todos os moradores de uma casa (salários e outros rendimentos, como aluguel ou aposentadoria) e divide o total pelo número de pessoas que moram no lugar.

Renda é maior no DF
O Distrito Federal foi o local com a maior renda média por pessoa (R$ 2.252), seguido por São Paulo (R$ 1.482) e Rio Grande do Sul (R$ 1.435).

Na outra ponta, as menores rendas médias foram encontradas no Maranhão (R$ 509), em Alagoas (R$ 598) e no Pará (R$ 672).

Veja a renda média domiciliar por pessoa em cada Estado:

Distrito Federal: R$ 2.252
São Paulo: R$ 1.482
Rio Grande do Sul: R$ 1.435
Santa Catarina: R$ 1.368
Rio de Janeiro: R$ 1.285
Paraná: R$ 1.241
Minas Gerais: R$ 1.128
Goiás: R$ 1.077
Espírito Santo: R$ 1.074
Mato Grosso: R$ 1.055
Mato Grosso do Sul: R$ 1.045
Roraima: R$ 1.008
Amapá: R$ 849
Pernambuco: R$ 822
Rondônia: R$ 822
Rio Grande do Norte: R$ 818
Tocantins: R$ 818
Sergipe: R$ 782
Paraíba: R$ 776
Acre: R$ 752
Amazonas: R$ 752
Bahia: R$ 736
Piauí: R$ 729
Ceará: R$ 680
Pará: R$ 672
Alagoas: R$ 598
Maranhão: R$ 509
Metodologia
Os valores foram calculados a partir dos dados da Pnad contínua, uma pesquisa do IBGE que abrange mais de 200 mil casas em cerca de 3.500 municípios.

A divulgação desses dados é uma exigência do TCU (Tribunal de Contas da União) e ajuda a calcular quanto de dinheiro o governo federal deve repassar para cada Estado, por meio do Fundo de Participação dos Estados.

Renda dos trabalhadores
O IBGE também divulga todo mês outros números sobre a renda dos brasileiros, tanto da Pnad Contínua, quanto de outra pesquisa, a PME (Pesquisa Mensal de Emprego).

A principal diferença é que essas duas pesquisas levam em conta apenas a renda do trabalhador, além de serem valores ajustados pela inflação.

A renda domiciliar per capita conta todas as rendas da família, como um aluguel ou aposentadoria que recebem, por exemplo.
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La garantia soy yo
Por Moacir Drska | 26/02/2016 - 13:10

Quando regressou a Buenos Aires, em 2013, após concluir um MBA no Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos EUA, o argentino Guille Freire, de 33 anos, tinha duas prioridades. A primeira era empreender. A segunda, trocar o iPhone 4 pelo modelo mais recente da Apple. Depois de achar um comprador para o seu velho aparelho em um site de produtos usados, ele marcou um encontro para concluir o acordo e recebeu o pagamento em dinheiro. Mas, quando foi depositar a quantia recebida, descobriu que as cédulas eram falsas.

A saída foi buscar um site similar para comprar um iPhone 5 por um preço mais em conta. Nova frustração. Ao voltar para casa, percebeu que o celular não carregava. Mais do que péssimas experiências, as duas sagas malsucedidas serviram de inspiração para que Freire fundasse a Trocafone, startup especializada na compra e venda de smartphones usados. O Brasil foi o local escolhido para dar o pontapé nesta empreitada, em maio de 2014. “Eu não falava praticamente nenhuma palavra em português”, diz Freire.

“Mas fazia mais sentido iniciar a operação aqui, pelo tamanho do mercado.” Menos de dois anos após sua estreia, a novata é uma das principais expoentes locais dessa vertente no País. Nesse modelo, os consumidores acessam o site da companhia e descrevem as condições do aparelho que planejam vender. Caso haja interesse, a empresa oferece frete grátis para o envio do smartphone. O pagamento é feito via depósito bancário. Os celulares são recondicionados e colocados à venda no próprio portal, com opções de parcelamento e descontos que variam de 40% a 60% do valor de um modelo novo.

E, principalmente, todos os modelos contam com garantia, evitando os problemas enfrentados por Freire em sua terra natal. O setor de celulares usados movimentou US$ 7 bilhões globalmente em 2014, segundo a consultoria americana Gartner. Em 2017, a estimativa é que as vendas dobrem. E esse movimento começa a ganhar escala no Brasil. “Nossa previsão é de que este segmento venda 10 milhões de aparelhos no País em 2016”, diz Freire. Embora não existam dados oficiais sobre esse mercado, para efeito de comparação, o Brasil fechou 2015 com 47,3 milhões de smartphones novos vendidos, de acordo com a consultoria americana IDC.

“O celular usado passa a ser uma opção para o consumidor que busca um aparelho mais sofisticado, mas que já não encontra opções tão acessíveis como há dois anos”, afirma Leonardo Munin, analista da consultoria IDC. O modelo também está atraindo empresas de telefonia e fabricantes de celulares. A entrega de um aparelho usado como parte do pagamento de um smartphone novo cresce como alternativa para combater a queda nas vendas. A Trocafone tem parcerias com Samsung, Motorola, LG, Sony, TIM e Oi e responde pela coleta de celulares em 800 lojas no País.

Freire diz que a novata fechou 2015 com uma receita de R$ 45 milhões e que espera triplicar o negócio em 2016. Depois de captar R$ 16 milhões em duas rodadas de investimento, com participação de fundos como 500 Startups e Wayra, a empresa está perto de anunciar um novo aporte, de R$ 20 milhões. Mas a companhia do empreendedor argentino não é a única a apostar neste filão. Estabelecer parcerias com teles e fabricantes é o foco da Ziggo, fundada em 2014, em Curitiba. “No começo, éramos vistos como uma ameaça por essas empresas.

Hoje, somos aliados”, diz o cofundador Guilherme Macedo. Atualmente, a novata compra celulares de consumidores e de empresas que estão renovando sua base de smartphones. A prioridade são os aparelhos da Apple, Samsung e Motorola. Com preços de venda que variam de R$ 300 a R$ 3 mil, o tíquete médio é de R$ 980. A Telefônica Vivo é uma das operadoras que já possui um programa próprio no qual smartphones e tablets usados abatem o valor de um novo modelo.

Batizada de Vivo Renova, a iniciativa é uma parceria com a americana Brightstar, que recondiciona os equipamentos coletados em mais de 300 lojas da tele. “Crescemos cinco vezes nossa operação em 2015”, diz Marcio Fabbris, vice-presidente de serviços móveis da Telefônica Vivo. Para 2016, a operadora planeja expandir o programa para mais de 2 mil revendas e introduzir o modelo de compra e venda online. “Esse segmento ainda vai ser muito similar ao mercado de carros usados”, diz Fabbris.
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Samsung faz parcerias com bancos para serviço de pagamentos
Por Lucas Agrela - Exame online | 22/02/2016 - 11:02

São Paulo – A Samsung anunciou, no último sábado (20), que fez parcerias com bancos no Brasil para lançar seu serviço de pagamentos com o celular chamado Samsung Pay.

As instituições financeiras com as quais a marca se associou no país são oito: Banco do Brasil, Bradesco, Brasil Pré-Pagos, Caixa Econômica Federal, Itaú Unibanco, NuBank, Porto Seguro e Santander.

O serviço de pagamentos com smartphones é restrito a alguns modelos da fabricante: os integrantes da linha Galaxy S6, o Galaxy Note 5 e os Galaxy A5 e A7 de 2016 (a família Galaxy A do ano passado não tem suporte ao Pay).

A empresa não anunciou quando o Samsung Pay começará a funcionar no país, mas o lançamento oficial deve ser antes dos Jogos Olímpicos do Rio.

Lançado primeiramente em mercados como a Coreia do Sul e os Estados Unidos, o serviço de pagamentos tem cerca de cinco milhões de usuários registrados, que processaram mais de 500 milhões de dólares nos primeiros seis meses de existência do Pay.

Como funciona

Para o usuário, pagar com o Samsung Pay requer encostar o smartphone em um terminal de pagamento e inserir sua senha ou impressão digital.

A simplicidade do processo tem por trás uma tecnologia um pouco mais complicada. Ela funciona de duas maneiras. Uma delas é com o NFC, uma tecnologia de comunicação por proximidade para a qual 70% dos terminais de pagamentos da Cielo têm suporte atualmente. A segunda maneira de funcionamento é por meio do MST (Transmissão Magnética Segura, na sigla em inglês). Ela simula a tarja magnética de um cartão bancário – algo que a Samsung conseguiu ao comprar a empresa LoopPay, no começo do ano passado.

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3 tendências mundiais do setor de pagamentos
Por LUCIANA DAMASCENO - SITE Pagamento.me | 22/02/2016 - 10:47

Papo rápido.

O mercado de pagamentos está sempre cheio de novidades no Brasil e no mundo. Inovação é a palavra de ordem, e os investimentos em soluções tecnológicas ou capazes de criar uma experiência mais agradável para os usuários estão criados e divulgados todos os dias. A velocidade de novas tecnologias quase sempre são impossíveis de se seguir.

Para que você fique por dentro do que pode acontecer muito em breve no mundo e deve desembarcar no Brasil a qualquer momento, confira a nossa seleção de novidades abaixo:

Carteiras móveis para celular seguem em frente, mas a passos pequenos
Como era de se esperar, novidades como a Apple Pay, Samsung Pay e Android Pay foram lançadas no ano passado mas tiveram seu poder de alcance bastante limitado. A aceitação do público também ainda não é grande.

Aparentemente, vai levar algum tempo para que as pessoas deixem em casa seus cartões de plástico e comecem a usar o celular para fazer pagamentos – vale ressaltar que os Estados Unidos mal acabaram de começar a usar cartão com chip EMV, e opções como Coin (o cartão eletrônico unificado) estão revendo seus modelos de negócio.
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